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Sarau
Invisível Inverso Mesmo com a forte chuva que caiu durante todo o dia, muitas pessoas se deslocaram até o salão externo da igreja Santa Luzia para prestigiar o Sarau Invisível Inverso, terceiro realizado pelo projeto de arte e cultura Periferia Invisível. O significado do nome do sarau vem da necessidade que tínhamos (e ainda temos) de mostrar a periferia como local capaz de fomentar a sua própria arte, dando visibilidade aos artistas anônimos que se entranham nas comunidades afastadas dos grandes centros. Esse Sarau marca o início do nosso apoio à arte literária. Ao contrário dos nossos dois primeiros saraus que foram regidos basicamente pelas manifestações musicais, neste, estimulamos a leitura de poesias e pretendemos, paulatinamente, fazer com que a literatura componha uma parte significativa dos nossos futuros saraus. Mesmo com a pausa de aproximadamente uma hora que tivemos que fazer devido à um casamento que ocorria na igreja (nosso espaço fica ao lado da mesma) o público permaneceu no local e acompanhou a leitura de poesias (leitura do público presente e participação do pessoal do movimento Tenda Literária), cenas teatrais (Teatro Silva, Michelle Daminy e Luana Palasadany, Grupo Tatudotopia), dança ( Joara Fernandes e Gizon Vaz ) e música (Jovens da comunidade e apresentação de Lika Rosa, Oscar Santolli, Mailcon Manara e Cleber Carvalho). Estamos num processo gradativo rumo a consolidação de um evento cultural consistente num local carente desse tipo de iniciativa. Ainda temos muito a melhorar e evoluir, mas parece evidente para nós a importância do papel que vimos desenvolvendo de ser apenas um viés por onde a arte periférica pode e deve aflorar. AGRADECIMENTOS: A
dupla sertaneja Luan e Nilson pelo patrocínio,
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