(A)Mostra Periferia Invisível

A Associação de Arte e Cultura Periferia Invisível organizou durante o ano de 2013 diferentes oficinas e núcleos artísticos, nas linguagens do circo, do jazz e do teatro. Foram meses de trabalho e dedicação de artistas e colaboradores para construir processos e espetáculos na periferia de São Paulo, trabalho este que chegou a sua etapa final, com (A)Mostra Periferia Invisível.

Trajeto

Começamos 2013 com várias transformações. Perdemos parte importante de nossa antiga equipe, pessoas que foram buscar seus sonhos por outros caminhos e que encerraram sua trajetória na Periferia Invisível. Foi o primeiro baque. Essa Associação é e será sempre muito grata a todos que fazem parte de sua fundação, construção e desenvolvimento e será sempre um refúgio seguro para os sonhadores e fazedores de arte da periferia.

Mas o trabalho nunca para. Montamos pela primeira vez os núcleos artísticos do P.I, formado por jovens artistas que trilharam seus caminhos nas oficinas da Associação no decorrer de três anos. Abrimos novas vagas nas oficinas de iniciação, atingimos um resultado muito satisfatório em atrair novos jovens e despertar o interesse pelas artes e pela cultura na periferia. A recepção a esses novos jovens pela equipe do P.I foi um evento marcante que nos recuperou o ânimo e a força para continuar. E assim fizemos, continuamos e fortes!

Por volta da metade do ano, outro baque muito grande atingiu a Associação. O espaço que nos abrigou desde o início de nossa história, que foi palco de tantas alegrias, de tanta arte e de tanta cultura não mais nos estaria disponível, por circunstâncias que nos fugiam do controle. O salão anexo à Paróquia de Santa Luzia, na Vila Cisper, transformou muitos sonhos em realidade, transformou muitos jovens periféricos em verdadeiros artistas e muitas crianças em gente grande, gente séria. Por todo esse aprendizado, oportunidades e crescimento, seremos eternamente gratos ao homem que tornou tudo isso possível, por meio da cessão desse espaço, Padre Zaga. Também o seremos a toda a comunidade da Paróquia, que nos recebeu sempre com muita disposição, mesmo nas dificuldades e embates que marcam qualquer relacionamento. Um sincero agradecimento daqueles que aprenderam muito do que sabem dentro deste espaço.

Mas o trabalho nunca para. Abrimos diálogo com o CEU Quinta do Sol, e depois de algumas conversas e procedimentos, conseguimos transferir as atividades dos núcleos e oficinas para algumas salas do equipamento. Uma vitória para nós, num momento difícil. Aos poucos, já conseguíamos ficar sobre as nossas próprias pernas novamente, realizamos o primeiro Sarau do PI no CEU, um dos mais lotados da história da Associação e com apresentações incríveis, que deram o tom do que esperar na Mostra Final. Tomamos um fôlego importante.

Todos os nossos esforços se concentraram em trazer o melhor trabalho possível para a comunidade, para a periferia, para a Zona Leste. Desejávamos que a Mostra Periferia Invisível marcasse o ano de 2013 como um ano de auto de resistência, uma prova de que não podemos e não devemos, nunca, desistir daquilo que acreditamos. Mais do que isso, ela foi o fruto de um trabalho incansável, um trabalho que nunca para, não importa o que aconteça.

Agradecemos a participação de todos nesse processo e esperamos que a Mostra de 2014 seja tão satisfatória e bem sucedida quanto.

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